...quando está no supermercado, e na rádio local rola um pagode bem chucro, daqueles que você odeia.
Mas, mesmo não curtindo mesmo aquele som, você presta atenção no andamento a ponto de considerar, sim, que aquilo é um sambinha bem gostoso pra tocar no salão - e ainda faz passinhos imaginários entre a prateleira do macarrão e a das conservas.
Aí você nota que não tem mais volta, e a dança entrou em você.
Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009
você sabe que achou o caminho certo quando...
Sábado, 6 de Dezembro de 2008
Se curtindo no slão
Cavalheiros,
Quando forem a bailes de academias e escolas de dança, por favor, resistam à tentação de se olhar no espelho enquanto dançam. A dama nem repara, mas quem está olhando de fora acha brega. Acha feio. Acha que você não está nem aí pra moça que está dançando contigo, o que é muito estranho.
Resistam, rapazes. Resistam.
Conselho de amiga. Fica a dica.
Sexta-feira, 10 de Outubro de 2008
Um ano e contando...
A abstinência passou: pude retomar as aulas e voltar ao meu baile preferido - e algo diferente aconteceu. Desta vez, não senti tédio em nenhum momento. Pelo contrário, cheguei a cansar às vezes. É a idade. Ha ha.
Provavelmente porque as danças que mais gosto são as mais selvagens (haha), quicadas e acrobáticas (embora eu ainda não tenha chegado nesse estágio, e nem acho apropriado para um baile cheio). Mas isso se deve muito às aulas, combinadas com bailes e combinadas com workshops, como o que dá nome a este blog: é claro que ainda troco os pés, perco o ritmo e disperso às vezes, mas no geral, já posso me considerar uma dama legal, que se esborracha de rir quando erra, mas que (e acho que isso é fundamental) entra na onda do cavalheiro (e, aliás, excelentes cavalheiros com quem dancei - todos sabem respeitar o limite de uma péssima dançarina de samba, e ao invés de fazer mil facões e lances pra tu passar vergonha na pista sem saber acompanhar, a onda deles é fazer a dama dançar o que ela sabe melhor, ainda que seja o básico). Mas isso (e o fato de eu conhecer metade do baile e não ter mais vergonha de chamar os colegas de turma pra dançar) contribuiu bastante pra eu não parar sentada - ou, ao menos, só descansar quando eu queria.
Se eu sou uma dançarina excelente? Mas é claaaaaaro que não! Só que, depois de um ano (apesar de dançar lindy hop desde julho do ano passado, só fui começar a aprender os outros ritmos lá pra outubro) nessa vida, pela primeira vez a taxa de aproveitamento do baile chegou aonde eu queria.
E você? Demorou quanto tempo pra perder o medo e dançar o baile todo (ou COM o baile todo, haha)?
Conta aí.
Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008
Alerta de novo golpe: a cantada barata do "me ensina a dançar"?
Se o seu universo, amiga leitora, não se restringe à dança de salão - e você freqüenta outros ambientes, conhece muita gente que não tira o pé do chão e tem a dança como um hobby saudável, que você ama e não vive sem, mas que não é o eixo principal da sua vida, você deve ter o mesmo problema que eu: os caras que não dançam.
São lindos. São publicitários, analistas de sistemas, advogados, músicos, e não têm a menor noção de que pé botar na frente. Você, amiga leitora, é linda e arrasa na pista - em qualquer pista. Vai dizer pra um sujeito desses que você dança, vai? Eles ficam animadíssimos. "Vamos sair?" "Vamos tomar um café?" "Vamos ver um filme?"
- Claro, pode ser qualquer dia, menos sexta - porque eu estou sozinha, tou na pista e só troco meu baile sagrado por algo MUITO importante (como um bom livro e a minha própria companhia).
O mancebo entende. Concorda. Vocês marcam na quinta. Vocês conversam o dia inteiro no msn. Ele diz que sempre teve vontade de aprender a dançar, mas nunca levou muito jeito, de repente até vai no baile contigo "pra te ver".
* * * AMIGA, LIGUE O ALERTA. * * *
Você não vai dar atenção a ele. Você não está apaixonada, after all. Você realmente vai levar um sujeito pra lá pra ele ficar te olhando? Sim, porque você vai ao baile pra dançar, não pra ficar fazendo social. Ele realmente quer te ver fazendo um senhor puladinho com aquele cara maravilhoso que te deixa em alfa dançando (ainda que apenas dançando, e que seja realmente só amigo)? Se ele realmente encara...
- Ah, de repente eu me animo a aprender a dançar - ele diz.
Amiga, em vez de ficar feliz porque achou alguém legal que não descarta a possibilidade de te acompanhar no seu programa preferido, ligue novamente o alerta - porque em seguida vem a infame frase...
"...você vai me ensinar a dançar?".
Já risquei do caderninho de probabilidades uns quatro que vieram com esse papo. Porque você responde "posso te indicar professores ótimos" e ele vem com "não, quero que você me ensine". Crente que está abafando, sabe? E você, amiga, sabe que aprender bem a dinâmica de condução é uma das coisas mais difíceis da dança. Você sabe que dançar com um cavalheiro que não sabe te induzir aos movimentos certos na hora certa é um balde de água fria. Você se recusa a desqualificar o trabalho de um profissional, você não tem anos de dança, você não sabe explicar como essa parte funciona, você não vai fazer esse desserviço pro cara e muito menos pra você, que pode arrumar um namorado ótimo mas com quem você não vai gostar de dançar. Mesmo.
"Mas eu quero que você me ensine!"
Então ou você separa as coisas ("não, olha, eu vou pro baile e você vai sair com seus amigos, tá?"), ou você se apaixona perdidamente e passa sair menos pra dançar (o que às vezes acontece) ou tchau, bença, e manda vir o próximo...
...rezando, claro, pra que ele já venha pé-de-valsa de fábrica. Ou até mesmo um sujeito convicto de que não vai jamais pisar numa pista de madeira corrida. Porque namorar um cara que não dança é perfeitamente gerenciável (vocês não precisam viver colados todos os dias, precisam?), mas um marmanjo sugerindo que você banque a professora, amiga, nin-guém me-re-ce.
Sexta-feira, 1 de Agosto de 2008
Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
Frases que nenhuma mulher gostaria de ouvir...
Estava lendo a revista Marie Clarie e adorei esta matéria!!!
"Frases que nenhuma mulher gostaria de ouvir.Não importa se foram ditas por amigos, parentes, colegas de trabalho, conhecidos ou pelo paquera da hora: certas frases são sempre indigestas. O importante é respirar fundo e sair de cena com aquele ar de quem não se deixa abalar por uma bobagem qualquer. Por Leila Ferreira
Às vezes elas são até bem-intencionadas, ditas sem o menor intuito de desagradar ou ofender. Às vezes. Outras vezes, vêm carregadas de segundas e terceiras intenções. O fato é que certas frases nos tiram do sério. Ficamos sem saber como reagir. Dar uma resposta atravessada? E se não houve ali nenhuma má intenção? Não reagir? Fazer cara de paisagem (ou de lâmpada, como diz uma amiga minha) e ir embora engasgada, imaginando dez respostas que deveria ter dado, mas que só vieram à mente cinco minutos depois?
Algumas são ditas por nossas amigas -com ou sem aspas. Outras, por colegas de trabalho, parentes, aquela conhecida que você encontra uma vez por ano. Ou então por 'eles'. E, onde se lê 'eles', leia-se: o namorado, o marido, o paquera da hora, o homem da vez que está a segundos de deixar de ser o homem da vez -enfim, é uma categoria ampla. Mas não importa a procedência. Venham de quem venham, incomodam profundamente. A lista é gigantesca e cada mulher é capaz de citar seu repertório particular. Mas há frases universalmente indigestas. Vamos a alguns exemplos.
Ditas por elas ou eles...
• É impressão minha ou você engordou um pouquinho?
• Por que que você cortou o cabelo? Estava lindo!...
• Você vai com esta roupa?!
• Você deve ter sido linda.
• Quer tentar experimentar um tamanho maior?
• Você já fez plástica?
• Vi seu namorado ontem... (reticências prolongadas)
• Este é seu pai?
• Este é seu filho?
• Vocês ainda estão juntos?
• Você ainda está sozinha?
• Por que vocês se separaram?
• Parecia que vocês se davam tão bem...
• E aí, TIA (com maiúsculas), vai deixar um cafezinho?
• Meu irmão te achou super gente boa.
• Meu amigo te achou superinteligente.
• Você tem um ROSTO (com maiúsculas) lindo.
• Você só precisa perder uns cinco quilos.
• Encontrei seu ex ontem. Ele está ótimo!
• E você? Já está com alguém?
Ditas por eles...
• Eu ia te ligar. Acabou a bateria.
• Que pena que você não apareceu antes na minha vida.
• Eu adoro você como amiga.
• Você merece um cara melhor.
• Aconteceu tudo muito rápido entre a gente. Acho melhor dar um tempo.
• O problema não é com você, querida. É comigo.
• Como é mesmo o nome daquela sua amiga?
UMA SUGESTÃO: cada vez que ouvir uma dessas provocações, conte até 150. Depois faça um daqueles exercícios de respiração que aprendeu na aula de yoga. Se der, medite por 30 segundos ali mesmo, na frente do (da) inconveniente. Por fim, saia com aquele ar de quem não se deixa abalar por uma bobagem qualquer. E, se a resposta que o (a) infeliz merecia ficar atravessada na garganta, não se preocupe: tome um espumante bem geladinho que passa. Afinal, a vida é importante demais pra ser levada a sério, já dizia Oscar Wilde. E aquele sabia das coisas. Ah, se sabia..."
Então meninas...quais frases vocês odeiam ouvir no salão (de dança, não se esqueçam!) Bem, não sei vocês, mas eu, depois de todos esses anos na dança de salão já coleciono verdadeiras "pérolas"!!!Qualquer hora dessas faço minha listinha! Bjs!
Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
Cantinho da leitora
Muito legal o comentário da Fernanda no post sobre que sapato usar para a dança de salão. Uma das grandes coisas de um blog é que a gente não fala sozinha - tem espaço para comentários, e muitas vezes eles complementam o que a gente escreve. Neste caso, Fernanda deu uma preciosa dica: levar um par de sapatos adequado na bolsa! Já fiz isso algumas vezes (em dias de chuva torrencial, vou de galochas e troco lá mesmo), é verdade. E funciona também :)
* * *
O workshop Mulheres no Salão em BH foi um sucesso - tão legal que a 2a edição carioca deste ano (dia 5 de julho, anotaram na agenda?) será bem parecida com a que rolou em Minas Gerais - com as novidades das aulas da Rachel Buscácio: Comportamento e sensualidade (que teve em BH), Técnicas para giros e braços (que não teve em BH, mas é muito importante! Ótima novidade!), e Adornos para bolero e tango, aula da Vanessa Galvão, que também tem tudo a ver: embora o tango não toque nos bailes de 'todos os ritmos', é um universo à parte, que movimenta (literalmente) MUITA GENTE; por que deixar o tango de lado? Esta edição corrige isso :)
Na dúvida ainda se deve fazer ou não? Dá uma olhada nos comentários abaixo:
Val: O workshop foi muito válido. Sejam sempre bem-vindos, e outros eventos por aqui, por favor, não deixe de nos avisar, ok? Um beijo e tudo de bom para vcs.
( Engraçado que estou na fase de, que quando enfeito a dança, automaticamente lembro de vcs...rs...)
Gi: Oi Adriana, fiz o workshop com vcs aqui em BH, e posso afirmar q nunca mais conseguirei dançar do mesmo jeito...valeu mesmo... Espero q voltem sempre...
Beijo enorme p vc!!!
Fernanda: olá! fiz o workshop mulheres no salão 2008 em Bh, e realmente a sheila é um espetáculo. Samba que é uma barbaridade, e é ótima professora. Deu uma super aula! Ela é uma fera...
E aí? Já fez sua inscrição?
Quarta-feira, 18 de Junho de 2008
Com que sapato eu vou?
E sapato, gente?
Tenho uma dificuldade monstruosa para saber que sapato usar para dançar. Vejo tanta mulher de sandálias de salto arrasando no samba, mas não consigo achar confortável. Além do mais, alguns bailes que vou tocam swing americano - e como fazer passos de charleston com salto alto? Sapatos baixos e rasteiras são ótimos para forró, tênis é ótimo para lindy hop (ainda mais agora que estou começando a pular sem medo), mas conciliar todas as modalidades numa noite com um sapato confortável e bonito (porque meu bicolorzinho de sola de couro dança que é uma beleza até sem mim... mas só combina com calça, e baile é pra usar saias e vestidos)... jesus suado, como é difícil!
Então tirei do armário meus sapatos de dança espanhola, e só vou a bailes com eles! O solado de couro desliza que é uma maravilha (nada melhor pro rasta pé...), o salto é um tamanho médio - nem tão alto, nem tão baixo que pareça sapato de colegial. Preto, básico, combina com quase tudo. E, o melhor: bico redondo, confortável pra xuxu.
É da Capezio (aliás, essa foto bem produzida não fui eu que tirei não, é do site deles!), mas podia tranqüilamente ser de algum estilista de sapatos chegado num modelinho vintage. No site, está dentro da seção de sapatos de dança de salão, então acho que a escolha do modelo foi bem acertada (Mabel Martín proibia a gente de sapatear com chapinha de metal no pé - pra fazer barulho com o pé direto na madeira MESMO!).
Já vi muita gente dançando com sapatos tipo sapato de jazz, sapatilha reforçada no calcanhar e na ponta... muita, mas muita garota de sandália de salto... e isso pra não falar dos sapatos não-específicos de dança: sapatênis, sapatos de festa e o que mais der na telha (algumas sofrendo no final da noite!).
E você? O que gosta mais?
* * *
Dias 5 e 6 de julho tem mais Mulheres no Salão no Rio de Janeiro!
Confira no post abaixo!
E você,já fez sua inscrição?
Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Muitas novidades por aqui!
Então que o pessoal do Dance a Dois reparou que eu sou melhor cronista do que dançarina (diferente da Adriana, minha professora e companheira de blog, que realmente dança pra xuxu), e agora assino uma coluna no site.
"De cara com a dança" são os relatos de alguém que está aprendendo (e acredita que vai aprender mesmo depois de anos dançando!) e se deslumbra, se encanta, daí a pouco desencanta, daí descobre mais alguma coisa e se encanta de novo - como você já deve ter reparado aqui. E você, leitor ou leitora, nem pense em abandonar este espaço: as informações se complementam, lá é a novidade, aqui é o olhar feminino, ou vice-versa. É mais um espaço - e que espaço. Quem vem de lá, seja bem-vindo aqui. Quem sai daqui pra visitar lá, espero que goste do que vai ler :)
* * *
A segunda edição do workshop Mulheres no Salão, guardem na agenda, será durante os dias 5 e 6 de julho. Desta vez, é no Centro Cultural Conexão, na Tijuca. As inscrições já estão abertas, e você pode ter mais informações pelos telefones 2288-1173, 9708-5686, 8123-0727 e 9618-0734 (tudo código 21, é no Rio de Janeiro).
Ou você pode bater ponto aqui, que sempre teremos novidades - quem são os novos instrutores, motivos e relatos de como os workshops valeram a pena, dicas de como aproveitar melhor as aulas... combinado?
Domingo, 8 de Junho de 2008
Vem aí...
Mulheres no Salão 2008, segunda edição no Rio de Janeiro.
Se você perdeu o primeiro, em julho tem mais!!
Se você fez o primeiro mas sentiu falta de aulas específicas para braços, esta é a hora.
Acompanhe no blog as novidades, e não deixe de ler os textos, dicas e "diários de bordo" que vamos escrevendo por aqui enquanto isso...
Sábado, 7 de Junho de 2008
Rabo preso no salão
Esse assunto é delicado. Imagina que um dia você e alguém se encantaram um com o outro, passaram lindos meses em idílio amoroso mas aí um dos dois desencanta. O outro se comporta mal. Daí o primeiro se comporta mal (pro que o outro espera, não que um ou outro estejam com a razão). E vocês freqüentam o mesmo baile.
Meses se passam (bem, o blog é mulheres no salão, certo?) e você sofre, chora, mas no baile tá lá, bancando a poderosa... e, claro, se desmancha na presença do sujeito. Toda a pose de mulher superior vai embora quando você chama o sujeito pra dançar e ele joga um papinho furado de "ah, não, já tinha prometido dançar essa com fulana". E você, mulher, insiste - pega até mal. Uma hora ele topa um bolerinho pra você não ficar com cara de tacho. O swingão, que é bom, ou o forrozinho, que também é bom, nada. E é pessoal contigo, porque ele dança com qualquer uma mesmo...
Até que um dia você tira ele pra dançar. "Agora não, já tinha prometido dançar essa com fulana" (mentiiiiira... até porque a próxima ele não se dá a decência de te chamar); então você senta. E dança com outro. E com outro. E dança duas seguidas com outro (coisa que o seu ex nunca teve a educação de fazer contigo). E senta mais um pouco. E dança mais um pouco. E no outro baile que você vai, esse sim, você não pára um minuto sentada, vai de forró a salsa o tempo inteiro, sem nem lembrar que o fulano existe. Então você vai embora, se despede do fulano e lembra que ele dançou com todo mundo menos com você - e você, hoje, disse que não repetiria o convite - e só se lembrou disso na hora de dar tchau.
Se ele não se lembrou de tirar a mulher pra quem um dia disse [insira isso, isso e aquilo] pra dançar, ele é um [insira sua ofensa preferida aqui] (e sem educação, porque nem por educação ele se deu ao trabalho). E se ele é um [insira sua ofensa preferida aqui] e mal-educado... sorte a sua, garota, que não precisa mais dele (agradeça, ao menos, que ele te indicou um baile legal e te ensinou duas ou três coisas úteis enquanto estavam juntos) e que finalmente percebeu que ele é um [insira sua ofensa preferida aqui].
E mal-educado.
E dessa vez você não apenas não chorou no travesseiro quando chegou em casa, como se sentiu o máximo de ter, de alguma forma, mandado ele pastar.
Humpf.
...
E nada de arrumar namorado (ou 'coisa que o valha') em baile de novo, oquei? Nun-ca-mais.
* * *
E você? Já passou por saias justas desse tipo? E de outros tipos? Conta pra tia, conta. Mulheres no salão também é papo-mulherzinha, afinal.
Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
Momento mulherzinha: tem que ter!
Gente, já faz tempo que quero dar a dica aqui. A Wet'n'Wild não está me pagando um centavo pela propaganda gratuita, mas é que o troço é bom MESMO: imagine um glitter bem fininho, discreto e suave pra dar um brilho a mais no corpo ou na maquiagem. Em três tons, para se adequar melhor à tua pele. E o pozinho ainda tem um cheiro suave e gostosinho, e é por causa desse perfume de leve que eu resolvi dar a dica aqui. Porque perfume suave é que é perfume bom pra dançar, né? Imagina, vocês ali dançando coladinhos, altos forrós rolando, todo mundo já meio suado e aquele cheeeeiro de perfume forte pegando em todo mundo que dança contigo, incomodando os cavalheiros que têm problema de rinite...
Não chega a 15 reais o potinho, dura bastante e tem nas lojas Americanas (comprei o meu naquela da Figueiredo Magalhães com N. Sra. de Copacabana).
Esse é pra brilhar!
**Lembrando que 6a feira tem baile bom no Cosme Velho, mais detalhes no post aqui embaixo.
Terça-feira, 27 de Maio de 2008
Sobre o Mulheres no Salão
Mulheres no Salão é o workshop idealizado por Adriana Aguiar e coordenado por Mauro Lima para aprimorar técnicas corporais, comportamento, ritmo, adornos para diferentes modalidades de dança de salão - tudo o que uma dama precisa (e mais um pouco) para fazer bonito na pista.
Neste blog, é claro, você encontrará informações sobre as edições passadas e futuras do workshop - mas também textos, vídeos, fotos, relatos de pista de dança, histórias de bailes, aulas, dicas... e até conversinhas de salão de beleza, porque ninguém é de ferro.
Para saber sobre o workshop, fale com a Adriana.
Para falar sobre o site, fale com a Lia.
Se quiser saber mais sobre como foram as edições 2008 do Workshop no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, leia aqui.
E voltem sempre, que toda semana tem coisa nova, nem que seja um relato do baile passado, um texto sobre algum ponto crítico de dança de salão ou uma dica de maquiagem...
Sábado, 24 de Maio de 2008
Dançando por aí...
Gente, dançar está virando vício - felizmente, um vício saudável. Quinta-feira aproveitamos uma banda de jazz e conseguimos (eu e meu amigo) dançar num espaço mínimo! Praticamente só cabia a gente, mas tudo bem... só a gente sabia dançar aquele tipo de som mesmo...
E você? Qual foi o menor espaço que usou para dançar?
Mande um e-mail contando ou deixe seu comentário aí embaixo. Tou curiosa. Se tiver vídeo ou fotos, melhor ainda!
Mulheres no Salão em Belo Horizonte
E aí, Adriana? Como foi o Mulheres no Salão em BH?
Oi amore! Sucesso total!!!tem fotos no dance a dois e no meu orkut. Foram 80 mulheres, dentre elas alunas e professoras. As aulas ainda foram melhores que as do Rio, porque o grupo está se afinando cada vez mais e a inclusão da Raquel foi a novidade que deu super certo. Tanto salsa como comportamento e sensualidade foi o maior sucesso. Teve o baile de aniversário da academia Passo Básico, e eu e o Mauro nos apresentamos com um lindy de improviso, foi legal!!!Enfim, adoramos. O grupo realmente se divertiu e os mineiros foram super carinhosos e atenciosos com todos.
Opa! Fotos no Dance a Dois? Segue o link... e algumas fotos aqui pra ilustrar!Gente, alguém me explica isso? Tinha um salão de beleza por lá também??
Não esqueça de ver as outras fotos no site Dance a Dois! E se você esteve lá, tem alguma sugestão... nos escreva também!
Sábado, 17 de Maio de 2008
Conhecendo o time - domingo
A essa hora, o pessoal em BH deve estar almoçando. Por aqui, tou com com a alma lavada depois de um baile - legal, perto de casa, onde não fiquei parada um minuto, em boa parte graças a um tio que me tirou pra dançar e não largou mais, e reza a lenda que ele já é conhecido por lá por fazer isso com moças novas - de idade e no local. Mas foi bacana. O sujeito dança legal, respeita o que eu não sei fazer e tem a maior paciência pra explicar algumas coisas. Às vezes é muito chato quando o cara se mete a querer te explicar alguma coisa e pagar de professor, mas na maioria das vezes são coisas simples que você pode aprender ali, na hora, com um pouco de boa vontade (afinal, no baile a gente aprende também!).
Então o tio se empolgou nas três do soltinho, dançamos a seqüência inteira de samba, e daí veio o bolero. Aí foi complicado, porque não é com qualquer um que tu curte dançar coladinho o tempo inteiro - e o cara não pegava uma distância, não me fazia girar, não nada: era coladinho, de frente. O tempo todo. Como diria Didi Mocó: é friiiia!!!
A famosa técnica da QDP (Queda de Pressão) não ia colar (música lenta, ar-refrigerado tranqüilo).
Nessa hora, amiga, faça como o Zero-Dois e pede pra sair. Se o cara não der margem pra isso (o problema de DJ bom é que eles emendam uma música na outra, e não te dão a chance de parar entre uma e outra!), vamos lá, garota, você VAI arrumar uma maneira. Sorria desesperada para a amiga que está na outra ponta do salão se esborrachando de rir da tua situação. Ela vem te buscar pra conversar alguma coisa urgente. Juro. Funciona.
Mas vamos ao que interessa: mais fotos do workshop!! Começando da mesma maneira que nosso domingo de Mulheres no Salão começou... com Édio Nunes!!
Comportamento e improvisação é isso aí: Como você chega no baile? Você está predisposta a se divertir? Você não sabe dançar direito? Strike a pose, seja agradável, engane bem! Solte os quadris, menina! Mas se você chegar com cara xoxa, nada feito. Todo mundo percebe... e o resto, só fazendo a aula do Édio pra saber (a famigerada técnica da QDP é dele).
Adrianne Chilelli e suas Bases para swing brasileiro foram tudo de bom também! Na foto abaixo, a ajuda luxuosa de Mauro Lima:
Adrianne mostrou variações de footwork para o soltinho. Menina, já viu gente dançando fazendo isso? Loo-sho!! Agora que tou mais segura, estou até tentando aplicar quando danço - dá outra cara pro soltinho, viu?
Bianca Gonzales não teve como fugir: foi inventar de dar aula de salsa... então, turma, soltem os quadris!
Aliás, redescobrir os quadris foi uma constante no domingo: usamos sem restrições na aula do Édio, com restrições na aula da Adrianne (afinal, é pelos quadris que conduzimos nossa pernas! HA!!!!), na aula de Bianca e, claro, na aula de Sheila Aquino:
Samba sem quadril não dá, né, gente?
No final, o clube da Luluzinha abriu as portas para os Bolinhas, e cabrochas, salseras, swing dancers, forrozeiras e tudo o mais tivemos umas horinhas para botar em prática o que aprendemos por lá - desde tirar os moços pra dançar até os passos que acabamos de aprender:

Valeu? VALEEEEEEU.
Quem mais esteve por lá? Escrevam, comentem, digam o que acharam - tanto no Rio de Janeiro como em Minas Gerais. Sugestões, críticas e relatos são muito bem-vindos, além de dicas de bailes, histórias bacanas que você ou alguém vivenciou num baile ou aula - e podem até aparecer por aqui. Temos um espaço pra comentários, o meu e-mail e o de Adriana. Escreve que a gente quer saber.
Beijo e bom fim-de-semana! Não se esqueçam de dançar!
** Em tempo: as fotos dos dois dias de workshop foram cedidas pelo pessoal do Dance a Dois, com exceção das duas fotos da prática, orgulhosamente minhas.
Quarta-feira, 14 de Maio de 2008
Conhecendo o time - sábado
Academia cheia em pleno sábado de manhã. Sabiamente, fomos divididas em duas turmas - uma intermediária (presumindo que todas nós já temos alguma experiência em dança de salão) e a outra avançada - gente que já tem mais prática, ou que esteve no workshop no ano passado. Pelos relatos que ouvi da outra turma, muitas aulas foram similares - mesmo tema, mesma proposta, mas as aulas mais práticas tinham exercícios diferentes.
Essa aí é a Mariana Baltar, falando sobre musicalidade e ritmo, explicando melhor a noção de tempo, compassos e a como ouvir a batida, os instrumentos, e daí entender onde a contagem da dança começa.
Como exercício, nos dividimos em grupos: num primeiro momento, testamos nossa capacidade de manter o ritmo mesmo quando quem está do nosso lado entra num tempo diferente. Depois, em grupo, fizemos umas coreografias curtinhas, aproveitando a noção de compasso e '8 tempos'. Divertido!
Enquanto isso, na outra sala, a Soraya fazia a gente entender mais sobre o funcionamento do corpo: relaxamento, músculos fundamentais (alô, períneo!), equilíbrio, e a prestar atenção em vícios de postura.
Relaxante, divertida, descontraída e, principalmente, útil - porque não se trata de exercícios apenas para a dança: são coisas pra se lembrar no dia-a-dia também (mas, aplicando na dança, meninas, como melhora!!).

São da Ana Paula Pereira, essa que-ri-da que foi responsável por enriquecer a turma com Adornos para Samba de Gafieira!
Trabalhar os fundamentos de tempo, espaço e movimento é essencial. Muitas vezes a gente já começa a aprender dança com a dinâmica do passo (o famoso 'abre - junta - pisa', também conhecido como 'tique-tique-tum', por exemplo) e perde noções importantes, como achar um 'ponto morto', de onde é possível partir para qualquer movimento que o cavalheiro te induzir. A aula de Fundamentos de Dança de Salão ficou a cargo de Adriana Aguiar:
Abaixo, Adriana observa a turma naquele exercício excelente - o de fechar os olhos e tentar entender o que estão tentando fazer com a gente:
Não tou falando de curtir o namorado de olhinho fechado, dançando. Tou falando de fechar os olhos para aguçar a percepção tátil mesmo. Já fez isso no meio da pista? Eu já, é curioso. :)Ainda no primeiro dia, tivemos Adornos para Bolero, Fox-blues e Tango, com a Kelly Reis.
O humor impagável de Kelly foi um ótimo contraponto à (aparente) seriedade das modalidades que trabalhamos - sim, é possível fazer um 'S' elegantérrimo e se divertir, ao mesmo tempo!
Amanhã tem mais fotos!
Lembrando que o time de BH é um pouco diferente: ficam no Rio a Kelly, a Adrianne, a Ana Paula, o Édio e a Bianca, e vão Adriana Aguiar, Mauro Lima, Sheila Aquino, Soraya Jorge, Mariana Baltar. Entra o reforço da Rachel Buscácio na aula de Comportamento e Sensualidade (que aqui, com o Édio, foi de Comportamento e Improvisação) - e eu acho que, seja em BH, seja numa próxima edição do workshop, vocês não podem perder.
Da arte de saber se divertir
Achei outro dia num site de lindy hop uma página sobre etiqueta. Nada de regras de postura e tudo o mais, apenas uns lembretes; um deles me chamou muito a atenção - vale para todas as outras modalidades de dança. Segue a tradução abaixo:
"Erros e gafes são parte do jogo, e normalmente a melhor maneira de quebrar o gelo e voltar ao normal é se divertir. Não há a menor necessidade de ninguém se concentrar tanto em dançar perfeitamente (ou acima do seu nível) a ponto de esquecer que o grande lance é se divertir, não vencer um concurso de dança ou impressionar alguém. É ótimo prestar atenção na sua dança para aproveitar ao máximo (principalmente na conexão e comunicação com seu parceiro, e na sua conexão com a música), mas não a ponto de esquecer de se divertir."
E aí?
Vocês já viram por aí gente que dança sem a menor cara de que está se divertindo? Eu já... e acho muito estranho!
E vocês? O que acham?
Terça-feira, 13 de Maio de 2008
Fotos e lembrete...
Vamos começar pelo final?
Estes são os responsáveis pelo Workshop. Da esquerda para a direita: Adriana Aguiar, Mauro Lima (agradecendo a presença e colaboração de todos), Sheila Aquino e a Bia, que cedeu o espaço para que o Mulheres no Salão fosse realizado. E se você ainda tem alguma dúvida de como foi ótimo participar das atividades... simplesmente veja a foto abaixo dessa :)

E não se esqueçam: NESTE FIM-DE-SEMANA o Mulheres no Salão chega a Belo Horizonte! Maiores informações, aqui.
(clicando na imagem, ela abre maior)
E você? Não vai escrever pra gente contando das suas experiências com a dança de salão?
Domingo, 11 de Maio de 2008
Já vai! Já vai?
Meu computador ainda está passeando, mas essa semana ele volta das férias forçadas e poderei, enfim, disponibilizar aqui as fotos da edição 2008 do Workshop Mulheres no Salão.
* * *
Tomara que ele chegue logo, antes que venham as fotos de BH!
* * *
E aí, vocês estão animados para o workshop em Belo Horizonte? Quem vai aí levanta a mão!
Dançando com iniciantes
Anteontem fui parar no baile de uma conhecida academia aqui da Zona Sul do Rio de Janeiro. Gostei bastante: fui sozinha e, de cara, encontrei um colega de turma que também freqüenta o local. Mas acho que o mais legal de tudo, além da proporção quase 50-50 de cavalheiros e damas, é que bailes de academias em dias de semana tendem a contar com a presença dos alunos que já estão lá fazendo aula.
* * *
Então o pessoal está na seca pra botar em prática o que aprendeu nas aulas, então acontece aquela coisa ótima, que é gente tirando gente pra dançar o tempo inteiro. Ninguém vai pra fazer social, vai pra dançar mesmo. Ótimo clima.
* * *
Uma vez um amigão meu perguntou sobre como é dançar com gente que dança menos do que eu (atenção, aqui não é a Adriana falando, é a Lia - que está longe de ser uma boa dançarina). A resposta, na lata, foi algo como ser cansativo dançar com alguém que dança mal, e todas as dicas e toques que recebo dançando eu não poderia dar, já que não sou professora de dança e não tenho a menor moral para ajudar a melhorar a dança do cara.
Depois pensei, pensei bem, e me dei conta de que eu nunca tinha dançado com alguém que dança 'pior' do que eu: os bailes que freqüento têm gente que dança há muito mais tempo e muito melhor, e são sempre eles que me ajudam muito no que fazer. Quando danço com alguém que dança 'menos bem' do que eu, geralmente é algum amigo aprendendo, e é claro que eu tenho a maior paciência para explicar alguma coisa que porventura eu saiba mais, e fico muito feliz de ajudar a melhorar a dança do cara. A tal resposta na lata foi baseada em um único sujeito que freqüenta os bailes e, bem, esse já me tirou a paciência várias vezes, justamente porque não ouve - não ouve a música e não me ouve, ou por eu não ter moral nem tempo de dança suficiente pra ensinar alguma coisa, ou por já ter criado milhões de vícios de quem dança há anos (mas nunca exatamente aprendeu a curtir aquilo).
Neste baile foi diferente. Vários alunos da academia dispostos a uma troca de experiências dançantes, num clima de diversão e prática, e foi perfeito. Um não sossegou enquanto não conseguiu me fazer entender a infame tirada de perna do samba, deu a dica do tempo e tudo o mais e eu, crente que tinha sido um fiasco, fui chamada pra dançar novamente, e outros ritmos. A troca? Eu era o retrovisor dele pelo salão. O outro me induzia ao movimento, geralmente o básico - o que é ótimo pra treinar, principalmente no meu caso, que ainda preciso treinar muito pra me considerar boa - e cabia a mim a tarefa de manter o tempo e fazê-lo manter o tempo. E ele estava aberto a isso, e eu estava aberta a erros meus e dele, e foi tudo muito divertido. Você se sente útil, e se os dois estão de bom-humor, as risadas nos tropeços são inevitáveis.
Acho legal que o pessoal já avisa que é iniciante, e isso já muda a expectativa de quem está dançando. Normalmente, faço isso, aviso logo, e cabe ao rapaz saber - ou não - até que ponto ir comigo. Dancei com um guri iniciante, que avisou que era iniciante, e de fato ele ficava no básico o tempo todo. Mas um estilo de corpo tão interessante, e uma noção de ritmo tão sólida, que acho que esse guri tem futuro. Deu o maior orgulho de dançar com ele.
* * *
Depois fui pro forró no andar debaixo. Mas isso é assunto pra outro texto: como enganar bem.
* * *
Voltarei a esse baile sexta que vem, é certo!
* * *
E você? Qual a tua sensação dançando com gente realmente iniciante? É uma experiência legal, ou você não tem paciência? Te frustra não poder fazer toda a gama de movimentos que você sabe, ou te anima saber que é responsável por melhorar a dança de alguém? Tem momentos e momentos, ou sempre é assim? Contemta aqui que a gente quer saber!
Quarta-feira, 23 de Abril de 2008
Cartaz do workshop em BH
Oh, puxa... o cartaz está lindo!
E aí, vamos repassando para nossas amigas de BH e arredores?
(clicando na imagem, ela abre maior)
Sexta-feira, 18 de Abril de 2008
Mulheres no Salão em BH!
Gente, que finesse!
O workshop - que já acontece há uns anos - está se expandindo: próxima parada, Belo Horizonte, nos dias 17 e 18 de maio.
Então vamos lá:
Informações gerais e fotos das edições passadas, aqui.
Informações sobre horários, local e quais serão as aulas, você acha aqui.
Formulário de inscrição é aqui, ó,.
Quem ainda estiver na dúvida leia os relatos aqui no blog. Quem não tem paciência pra vasculhar o blog inteiro pode ir direto nos links ali à direita, ó: 'Como foi' e 'Currículos', pra saber bem quem são esses cariocas que estão chegando na cidade. Mas eu recomendo a leitura completa, começamos faz pouco tempo e até que tem uns textinhos bacanas, vai...
Quinta-feira, 17 de Abril de 2008
Workshop 2008 - segundo dia!
Foi difícil levantar no domingo, mas lá fomos nós para o segundo dia de Mulheres no Salão. Valeu muito a pena ter deixado pra tomar café-da-manhã no caminho e chegar pontualmente pra aula do Édio 'Bendito É o Fruto Entre As Mulheres' Nunes.
"Comportamento e Improvisação" podia bem ser um outro nome pra "Atitude". E o querido do Édio fez a gente simular uma entrada no baile - como você faz? Você cumprimenta? Não cumprimenta? Tira os cavalheiros para dançar ou fica só esperando? Por que? Não sabe dançar muito bem? Aprende a embromar!! Faz pose! Dá pra ser aquela dama com quem todo mundo quer dançar, mesmo sendo meio perna-de-pau: você sabe se divertir? Você foi ao baile pra se divertir? Ótimo! O baile que você vai é a maior roubada, ninguém dança contigo, tem dez damas para cada cavalheiro? TROCA DE BAILE!
(você mora no Rio de Janeiro? Vale a pena inventar uma dor-de-barriga uma sexta-feirazinha que seja, na hora do almoço, para ir ao Baile do Meio-Dia do Centro Cultural Carioca! Cheio, mas sempre com espaço para dançar, não tem chá-de-cadeira - os rapazes, educadíssimos, dançam mesmo - e não saber dançar não é desculpa...)
Muitas risadas e quase uma sessão de terapia depois, Adrianne Chilelli chegou para passar um soltinho cheio de classe e elegância - não é por que é soltinho que tem que ser mulambinho, né não? Várias dicas de postura - dos braços até a ponta dos pés - e algumas variações pra gente não ficar presa ao basicão (e ficar ainda mais divertido).
Graças a Valéria, dá pra ter uma palhinha da aula da Adrianne aqui:
Ficou com vontade? Espere o Mulheres no Salão 2009, ou procure a Adrianne. Peraí que ela vai me passar o contato pra eu colocar aqui.
Sheila Aquino dispensa apresentações:
Claro, não deu pra transformar a turma intermediária em cabrochas instantâneas, mas deu pra treinar o rebolado e aprender umas maneiras simples e graciosas de deixar o samba mais faceiro.
Bianca Gonzalez também arrasou na aula de Técnicas Corporais para Salsa. Do passo básico ao bom uso de braços, quadris e giros, a impressão que fica é a de "Meu deus! Eu sou meio cubana e não sabia!!". Te juro. Você sai pronta para o baile. É claro que daí a virar uma salsera exemplar depende do teu tempo de aula, da tua dedicação à dança, disposição pra freqüentar bailes e tudo o mais - mas se você passou pela aula de Bianca, 'não saber dançar' não é mais desculpa.
E aí teve a prática. Mas a maior prática mesmo é a do dia-a-dia, sabe? A de prestar atenção nos seus movimentos, nos seus músculos, na sua respiração, no compasso do barulho do martelo na sala ao lado (e achar que é música!), de dançar a qualquer hora, no banho, lavando louça, abraçada com a vassoura, mexendo os braços enquanto está sentada na cadeira. De lembrar que seus músculos e ossos são fortes o suficiente pra te sustentar, então nada de ombro curvado, cabeça caída, mais peso num lado só. De não apenas sair pra dançar disposta a se divertir, mas de trabalhar disposta a ter um bom dia, independente da bomba que caia no escritório, ou de sair de casa disposta a enfrentar um temporal, em vez de reclamar que molhou o cabelo ou o sapato (meu segredo? um modelito funcional e confortável pros temporais de outono no Rio de Janeiro). Dança não é só no salão ou na aula, é em todo e qualquer movimento, toda e qualquer música (ou em todo e qualquer silêncio!). Então, se você leva a dança pro teu dia-a-dia, na hora de dançar com outras pessoas isso já é um processo natural e você não tem que se preocupar com mais nada.
Pelo menos é isso o que eu acho, e foi isso o que eu aprendi.
E você? Concorda? Discorda? Gostou do workshop? Já conseguiu botar em prática o que aprendeu por lá? Não esteve lá mas quer comentar alguma coisa?
Aqui embaixo tem um espaço pra comentários, mas qualquer coisa tem o meu e-mail e o de Adriana. Mas escreve mesmo que a gente quer saber, tá?
Sábado, 12 de Abril de 2008
Workshop 2008 - uma prévia...
Ainda é cedo para avaliar o Mulheres no Salão deste ano - e eu (Lia) estou um bagaço, depois de sete horas e meia de workshop (com uma hora de almoço). A única coisa que tenho condições de dizer, nesse momento, é que eu sabia mais ou menos o que esperar das aulas de Adriana Aguiar, Soraya Jorge e Mariana Baltar (aliás, Soraya umas três vezes na semana ia fazer um bem danado, gente! Sério!), mas como sou novata nesse meio, não conhecia o trabalho de Kelly Reis nem de Ana Paula Pereira - e fiquei positivamente muito surpresa com as aulas das duas. A didática de Kelly é excelente (e sua formação em fisioterapia é um diferencial para quem lida com o corpo) e Ana Paula me fez fazer coisas que jamais imaginaria no samba de gafieira.
Aliás, há um ano atrás eu jamais me imaginaria dançando samba de gafieira (e gostando). Coisas da vida...
Amanhã ainda tem Édio Nunes, Adrianne Chilelli, Bianca Gonzalez e Sheila Aquino. Até me recompor e elaborar uma resenha mais elaborada do workshop, talvez demore. Mas se você esteve por lá, pode mandar sua opinião, sugestões para o próximo workshop, experiências no salão, ou apenas mandar um beijo pra mim ou pra Adriana (pra mim, só mande se topar ver publicado aqui no blog). Cada uma de nós tem uma visão diferente da dança, uma motivação diferente para dançar, um histórico de vida, de corpo, dificuldades e facilidades em aspectos diversos. Será muito interessante saber como cada uma de nós aproveitou o que foi feito neste fim-de-semana (instrutores e organizadores, sintam-se livres para comentar também).
E agora um beijo que são dez da noite e já vou dormir. Taí outra coisa que eu também jamais me imaginaria fazendo... :)
Domingo, 6 de Abril de 2008
Mauro Lima e Adriana Aguiar
MAURO LIMA
Licenciado em Educação Física pela Universidade Gama Filho (1989) e formado em Dança de Salão pela Cia Aérea de Dança, além de ter feito vários outros cursos nas áreas de dança e coreografia.
Desde 1996, Mauro Lima vem fazendo coreografias de rock'n'roll, fox-blues, lindy hop, samba e swing para escolas de dança, espetáculos musicais e novelas, além de ministrar diversos cursos e workshops de dança de salão – de todos os ritmos, mas com maior foco nos ritmos americanos.
Mauro Lima já passou pela Escola Colibri, Cia Aérea de Dança, Academia Downtown Dança de Salão, Academia Studio M2 Dança de Salão, Escola de Dança Mudanças (Centro Cultural Carioca), Academia Adriane Chilelli Dança de Salão, Ginga’s Studio Dança de Salão e Instituto Brasileiro de Tango (Café Xangô), além de ter dirigido e produzido a “Mostra Retoque de Tango 2006”, no Teatro Ipanema, em 2006, e de coordenar e produzir, junto com Adriana Aguiar, o Curso “Mulheres no Salão” - que atualmente está na terceira edição.
ADRIANA AGUIAR
O trabalho com dança de salão, desde 1995, não impediu Adriana Aguiar de se formar em Direito – e a faculdade não impediu Adriana de se formar em Dança de Salão pela Cia Aérea de Dança, de fazer curso de Tango no IBT, Coreografia com o professor e coreógrafo João Carlos Ramos e de especializar em rock e swing com os professores Facundo e Kelly, na Argentina, em 1995 – na mesma turma de Mauro Lima.
Adriana já passou pela Academia Downtown Dança de Salão, Academia Studio M2 Dança de Salão, Escola de Dança Mudanças (Centro Cultural Carioca), Academia Adriane Chilelli Dança de Salão, Ginga’s Studio Dança de Salão e Instituto Brasileiro de Tango (Café Xangô).
Desde 1996, Adriana Aguiar ministra aulas e workshops de dança de salão e das modalidades específicas Rock'n'roll e Lindy Hop. Já dançou em clipes, comerciais de TV e shows de artistas como Elza Soares, Paulinho Mocidade, Paulinho da Viola e Altamiro Carrilho; deu aulas e suporte coreográfico para o musical “O samba e a canção” (2005), ensinou samba para os atores Luigi Baricelli e Letícia Spiller para a novela “Sabor da paixão” (onde também participou como dançarina), preparou o elenco no Fox-Blues e Rock e deu suporte coreográfico na novela “O Profeta”, da Rede Globo, em 2006, e ministrou aulas de Lindy Hop (Swing).
Criou o Workshop Mulheres no salão, que dirige e coordena junto com Sheila Aquino e Mauro Lima.
Sábado, 5 de Abril de 2008
Workshop 2007 - Sheila Aquino
Sheila Aquino, que dirige o workshop Mulheres no Salão junto com Adriana Aguiar, será nossa responsável pelas aulas de Samba de Salão e Samba no Pé, como no ano passado - você pode conferir Sheila em ação no workshop aqui:

Sheila Aquino dança desde os 15 anos nos bailes de dança da cidade do Rio de Janeiro. Começou sua carreira profissional aos 19 anos, ministrando aulas de dança de salão nas melhores escolas da cidade.
Desde então, vem aprimorando sua técnica e desenvolvendo trabalhos nacionais e internacionais como dançarina, coreógrafa, e professora. Já trabalhou com renomados profissionais da aérea, tais como: Carlinhos de Jesus, João Carlos Ramos da Cia Aérea de Dança; Marcello Moragas, coreógrafo da Cia de Dança Carlinhos de Jesus; Jimmy de Oliveira e Alvaro Reis.
Atualmente firma parceria com Marcelo Chocolate, dançando e coreografando para artistas como Alcione, Afrorreggae, Gil e também desenvolvendo um trabalho com o grupo de funcionarios do (SISTEMA FIRJAN) dando aulas e coreografando há 3 anos. Desenvolve trabalho semelhante na academia do FORUM, onde mantém duas turmas formadas por juízes e desembargadores.
Em 2006, seguiu em turnê internacional no musical “Brasil Brasileiro”, de Cláudio Segóvia, que estreou na França em dezembro de 2005. Sheila Aquino foi a principal artista do musical.
Saiba mais sobre o trabalho de Sheila Aquino, em fotos e vídeos, no site Dois em Cena, sobre o trabalho dela junto com seu parceiro Marcelo Chocolate, e descubra por que estaremos nas melhores mãos - ou pés, né? - no workshop de Samba de Salão e Samba no Pé.
Domingo, 30 de Março de 2008
Je suis
Explicando o título do post: existe uma música da Brigitte Bardot intitulada 'Je danse, donc je suis'.
'Eu danço, então eu sou'? Ou 'Eu danço, então eu sigo'? Trocadilhozinho bacana, esse.
Pois bem: estou começando na dança de salão. Verdade que com uma dedicação pouco vista por aí, mas estou começando ainda. Meu repertório de passos é bem limitado, e ainda me falta aquela coisa de corpo, de saber fazer bom uso dos quadris, da perna esticada no bolero, de fazer o que faço, mas com a postura adequada à modalidade. Ainda tenho muito o que aprender - e, como quero aprender, nada melhor do que sair pra dançar, e não me contentar apenas com as aulas. A gente vicia em dançar com nossos colegas de turma e professores e, na pista, na hora de dançar com um cavalheiro de outra escola, outra formação e outro background, não rola um entrosamento.
Quando você está começando, é difícil mesmo conciliar passos com entender a música, com entender o que o cavalheiro te diz, com manter o tempo, com se manter no tempo do cavalheiro, e ainda tem que lembrar de postura e... ora, dama. Chute o balde. Dance para se divertir.
Malandra que sou, saí pra dançar com um amigo que conheço há quase vinte anos. Se ainda tenho dificuldades pra me entrosar com os cavalheiros por aí, com esse a dança fluiu tão bem quanto o papo, que se estendeu até altas horas da madrugada, mais pela intimidade que já existia do que pela minha dança espetacular, haha. Obviamente, o fato do amigo ter mais de vinte anos de dança a dois dentro de apenas trinta e um de idade, e da escola dele ter sido a pista de dança, e não uma ou outra academia que ensina uma ou outra técnica (e da minha escola de teoria musical ter sido a mesma que a dele!), tudo isso ajuda. Mas ele podia ser um desses dançarinos excelentes que só dançam com gente do mesmo nível, pra poder se exibir. Podia ficar entediado por não conseguir fazer comigo metade do que faria com alguém mais experiente. Mas ele também só queria se divertir. Ponto pra gente.
A noite valeu por umas dez aulas de dança - até porque, a cada nova música, a cada novo par, você aprende alguma coisa: é outro corpo, é outro estilo, é outro tempo. Você tem uns três minutos e meio - tempo de uma música - para entender como é a dinâmica daquela pessoa e, quem sabe, se entrosar. Faz parte da cultura do salão você dançar com várias pessoas - mas nesse dia, e nesse momento do meu aprendizado, foi muito importante acontecer o que aconteceu: passar a noite inteira dançando com uma pessoa só. Houve um entrosamento que eu nunca tinha experimentado - a primeira música foi um desastre, na última eu já estava dançando salsa mesmo com apenas duas aulas de salsa no currículo. E, ainda assim, não lembro de ter feito nada que eu tenha aprendido em aula. Como assim...?
* * *
Coisas que aprendi na última noite, comigo ou observando os outros:
- Se você se preocupa demais, você não se diverte.
- Se você se diverte, você só fica sentada se quiser.
- Cavalheiro bom não é o que dança melhor, mas o que sabe se divertir contigo. Presumindo que você seja uma dama que se diverte, claro.
- Afetação na pista de dança é brega.
- Se exibir na pista de dança é brega.
- Você pode ter sido grunge durante sua fase de formação de caráter (também conhecida como adolescência), pode ter passado quase um dia inteiro num ônibus pra ver sua banda de rock preferida (e mais um dia inteiro de volta), pode ter até uma tatuagem dessa banda. Ainda ontem você cantou todas as músicas do Matanza e vibrou com os Autoramas tocando 'Seek and Destroy'. Ainda assim, admita: dançar forró é bom demais, dançar forró com um par que pode ser classificado como 'o maior gostoso' é melhor ainda.
- Já tinha ouvido falar, mas pude comprovar: salsa e swing americano são parentes. MESMO. Parentes distantes criados em países diferentes, mas parentes.
- Não sei exatamente o que fiz, mas o fato é que fiz, mesmo com apenas duas aulas de salsa na vida. Enquanto ele (profissional da área) parece saber muito bem o que me fez fazer, eu só consigo conjecturar: tenho quase certeza de que, enfim, me entreguei e segui. E aí, filha, quando você quer, você fala até japonês.
- Óbvio que conduzir e seguir não é uma relação engessada. Dança não é apenas um que guia e outro que se deixa levar: é uma troca, é a dois. É pergunta e resposta o tempo inteiro. E mesmo que você não saiba a resposta correta, o que você não pode fazer jamais é não responder.
- Aí você perde o tempo, troca o passo, tropeça no próprio pé e teu par está lá, se divertindo tentando te acompanhar (nota: o guia é ele. ele está tentando acompanhar tua falta de jeito), do mesmo jeito que você está se divertindo tentando acompanhar um dos melhores dançarinos da cidade. E essa é a graça.
- As pessoas estão olhando, mas você não faz questão de fazer bonito pra elas, e sim de fazer gostoso com quem está na tua frente, te dando a maior atenção.
* * *
Tudo isso parece óbvio demais, ou pode parecer que não é nada demais, mas é curioso sentir essa mudança de estágio, conseguir perceber coisas que até então eram imperceptíveis - e o que rolou depois de bônus foram horas e horas de análise, dicas e conversas para ajudar a esclarecer pontos e fortalecer (ou quebrar) algumas posições e relações que tenho com dança.
Ficou a lição - que eu já sabia! - não apenas da importância da prática, como da importância de transformar toda e qualquer situação de dança numa oportunidade de aprendizado.
E o aprendizado, esse fanfarrão, com ou sem dança envolvida, é muito mais eficaz quando a gente se diverte ao mesmo tempo. E taí uma das melhores coisas da dança de salão...
Domingo, 23 de Março de 2008
Mais sobre musicalidade e ritmo
Quando eu disse que cavalheiros deviam fazer essa aula também, falei sério.
Dançar sem música é possível, mas no salão... entender o que a música quer te dizer é fundamental. E não é apenas entender o que diz a letra, mas o andamento, as variações de voz ou de arranjos, ora mais suaves, ora mais fortes... às vezes numa mesma música! E as pessoas lá, dançando como se essas variações não existissem, apenas reproduzindo os passos que aprenderam na academia.
Entendo que as motivações para se aprender dança - e, principalmente, a dança de salão, que além de tudo te possibilita uma vida social - são várias. A minha, por exemplo, foi a paixão por um certo gênero musical. Escrevo sobre música numa revista razoavelmente importante, aprendi a tocar instrumentos e a usar minha própria voz como instrumento, aprendi a dançar tocando, tive aula de música na escola... mas ninguém precisa disso tudo. Basta saber curtir o som que vem das caixas, respondendo com o corpo ao que a música tenta nos dizer. Uma batida marcada pede um pé batendo, uma melodia sinuosa pede uma ondulação do corpo... quer um bom exercício? Ouvir, curtindo e tentando responder, a Rhapsody in Blue de George Gershwin. Não é exatamente uma música fácil para dançar, mas é uma música divertida para entender música (e, na minha modesta opinião, a música mais bonita do universo).
Aqui, a Parte 1 (para ouvir on-line ou para baixar).
Aqui, a Parte 1 (para ouvir on-line ou para baixar).
Pra ficar mais interessante ainda, segue a versão em desenho animado, do filme 'Fantasia 2000', da Disney:
Parte 1:
Parte 2:
Na aula, aprendemos a contar até oito e a encaixar os passos (ou acordes!) nessa contagem - o que geralmente funciona. Mas a dança fica muito mais divertida quando a gente responde às nuances da música, às paradinhas, ao andamento (gente, créu não, tá?) ali mesmo, na pista - a música te informa e você devolve, no ato, essa informação - podendo até voltar para o 'oito' básico, se a música pedir.
E pra que dançar se não é pra se divertir, né não?
A má notícia é que você pode até aprender a entender a música, mas sem amor à arte, sem ter momentos de intimidade - você e a música, sozinhos, no quarto, no banho, na hora da faxina rodopiando com a vassoura pela sala, cantando junto e feliz a plenos pulmões ou chorando baixinho por causa de uma melodia ou letra que te tocou lá no fundo - não tem jeito.
Saber fazer passos, conduzir bem (ou se deixar conduzir), isso tudo também é fundamental, mas saber interagir com a música é meio caminho andado e ter tesão no que você está fazendo é a outra metade do caminho (já viu dançarino burocrático por aí? tem aos montes!!).
O resto é técnica, e técnica se aprende, sim. Mas paixão... aí vem do coração de cada um. A sua paixão está aonde?
A minha está saindo da caixa de som AGORA.
Mariana Baltar
Mariana Baltar é nossa instrutora de Musicalidade e Ritmo - aula, aliás, que cavalheiros deviam fazer também.

Pela biografia da Mariana, que dança desde pequena e desenvolve um trabalho musical excelente... ninguém melhor do que ela para essa aula, concordam?
- Menos de um ano após lançar seu primeiro CD, Uma dama também quer se divertir (Zambodiscos), Mariana Baltar começa a se firmar como uma artista de destaque no cenário brasileiro. Além do reconhecimento do público e da imprensa, sempre com boas críticas, a cantora foi indicada à categoria Revelação no Prêmio Tim de Música 2007.
- Dançando desde os três anos de idade, a carioca de Copacabana envolveu-se profundamente com o samba na adolescência, quando tornou-se bailarina e professora de dança de salão da Cia. Aérea de Dança: companhia nascida e criada no Circo Voador, que pesquisa e desenvolve o samba em moldes inovadores. Com a Cia. Aérea - onde esteve por 13 anos - participou de vários espetáculos nos EUA e Europa, inclusive acompanhando artistas como Jorge Ben Jor e Zeca Pagodinho.
- E quando a música começou a falar mais alto, tornou-se vocalista da cantora Daúde e integrou, em seguida, o projeto Gafieira Dance Brasil, criado por Paulo Moura e Cliff Korman, atuando como cantora e bailarina. Mais shows pelos 2 continentes.
- De volta ao Rio e à sua escola de dança de salão na Praça Tiradentes, Mariana foi uma das idealizadoras do Centro Cultural Carioca - hoje referência de boa música na cidade - inaugurado em julho de 2001. Animou as noites de sábado da casa, antigo dancing Eldorado, durante 4 anos.
- Ali Mariana costumava interpertar pérolas de Assis Valente, Geraldo Pereira, Billy Blanco, Ary Barroso e, é claro, o Feitiço da Vila do carioquíssimo Noel Rosa. Entre os compositores mais novos, não faltavam Chico Buarque e Dona Ivone Lara. E como boa filha de um pernambucano, Mariana também cantava clássicos da música nordestina, fazendo com que o público cantasse e dançasse ao som da boa música brasileira.
- Em 2006, nasceu seu primeiro "filhote", com ela mesma costuma dizer, Uma dama também quer se divertir. O cd, cujo primeiro show de lançamento foi no Rio de Janeiro, teve ótima aceitação do público e da crítica especializada.
- Em 2007, a cantora integrou o projeto Sementes, no Centro Cultural Banco do Brasil / RJ, dividindo o palco com o sambista Nelson Sargento, e fez participação especial no grande baile de carnaval do Cordão do Boitatá, na Praça XV. Esteve em cartaz por nove meses no musical Império, de Miguel Falabella e Josimar Carneiro, onde interpretou uma dama da corte espanhola, a Manchega, que viveu no Brasil durante a vinda da família real portuguesa, acompanhando Carlota Joaquina, interpretada por Stella Miranda. No segundo semestre, Mariana dividiu o palco do Canecão com Ana Costa e o grupo Galocantô, fez participação especial no grande baile do Bangalafumenga na Fundição Progresso ao lado de Teresa Cristina e integrou dois grandes eventos ligados ao Dia do Samba. O primeiro deles foi a I Feira Carioca do Samba, que reuniu diversos artistas sob a direção artística de HugoSukman e Cláudio Jorge no Centro Municipal de Referência da Musica Carioca. O segundo foi um grande evento nos Arcos da Lapa, em que Beth Carvalho recebeu a nova geração do samba. Mariana esteve ao lado de Diogo Nogueira, Casuarina e Nilze Carvalho, entre outros.
Mais sobre Mariana Baltar aqui e aqui.
Soraya Jorge
Conhecendo melhor o corpo docente do Workshop 'Mulheres no Salão'!
Conheça um pouco mais sobre a Soraya Jorge, pesquisadora do movimento, e que dará o workshop de Técnicas Corporais para a Dança de Salão.
- Formada em Dança Contemporânea pela Escola Angel Vianna, onde leciona "Expressão Corporal".
- Especialista em Movimento Autêntico pelo Authentic Movement Institute - CA, EUA.
- Graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela Faculdade Helio Alonso - RJ.
- Pós-Graduada em “Estudos Avançados em Dança Contemporânea”- uma parceria da Faculdade Angel Vianna e a Universidade Federal da Bahia.
- Professora do Curso de Pós-Graduação ( Lato Sensu) da Faculdade / Escola Angel Vianna – “Terapia Através do Movimento, Corpo e Subjetivação”.
- Professora de “Contato Improvisação",“Dança Terapia” e “Fundamentos da Interpretação” e no Curso Politécnico de Dança de Salão e Coreografia - Estácio de Sá.
- Professora de Movimento Autêntico no Curso de Formação - Pilates em Movimento. Uma abordagem transdisciplinar- Studio Mariana Lobato.
- Trabalha com Expressão e Consciência Corporal, Dança Primitiva, Improvisação, Movimento Autêntico e várias técnicas de massagem.
- Vem desenvolvendo com Guto Macedo uma pesquisa de integração do Contato Improvisação com o Movimento Autêntico – Contato Autêntico (pesquisa que será apresentada, a convite dos organizadores, no Festival de Contato Improvisação de Freiburg, Alemanha, em agosto de 2008).
Sexta-feira, 21 de Março de 2008
Momento 'dondoca'
Em breve, muito breve, teremos aqui informações mais completas sobre os trabalhos dos professores (sim, vocês não viram? Há rapazes também!) do workshop, com links e quem é quem, fiquem com um texto que publiquei no meu outro blog... sobre o cursinho de automaquiagem bacanérrimo que fiz semana passada.
Tem toda semana. Recomendo. É a maior mão na roda...
Segunda-feira, 17 de Março de 2008
Mais fotos da edição 2007 do workshop


Esse foi o Workshop da Soraya Jorge. Pra essa edição de 2008, olha o que você pode esperar:
Nessa aula teremos a oportunidade de entrar em contato com os aspectos do corpo facilitadores para a dança de salão:
- o alinhamento ósseo;
- os espaços articulares;
- a distribuição de peso;
para se conquistar um melhor equilíbrio, postura e fluxo de movimento.
A alegria do gesto através do contato com a fonte de sua própria dança.
* * *
Gente, isso é MUITO importante. O que mais tem aí (e eu, Lia, me incluo nisso, mas estou me esforçando pra 'curar') é gente que aprende os passos mas tem apenas uma vaga noção de como o próprio corpo funciona...
* * *
Update: mais sobre o trabalho da Soraya aqui. Não poderia ter melhor instrutora para o workshop de Técnicas corporais, né não?
Apresentação
MULHERES NO SALÃO
Todos querem dançar bem.
Não precisa ser a nível profissional, afinal muitos têm sua profissão e a dança está na lista do entretenimento. Mas para que se torne mais prazerosa, há de ter a satisfação pessoal: que cresce ao passo que nos sentimos confiantes na arte de dançar.
Mas dançar, na sua forma mais genuína é deixar o corpo se manifestar: sem proibições, sem paradigmas, sem preconceitos ─ às vezes o julgamento interno do que é certo ou errado, bonito ou feio, funciona como uma trava impedindo que façamos o que deveria ser tão natural para o ser humano: dançar.
A dança está ligada à alma, ao sentimento, portanto não devemos alimentar pensamentos negativos do tipo: “Não sei dançar”, “Meu corpo é duro”, Não sei fazer esse passo” e etc. Todos somos capazes de dançar. Cada um deve buscar a dança dentro de si. Podemos dançar sozinha, em grupo, em casa, na boate, no baile, sei lá...quando der vontade! Por isso dividir uma música que você gosta com outra pessoa deve ser uma opção e não uma condição para dançar!
Significa dizer que dançar a dois deve ser uma troca. Da mesma forma que gostamos do prazer que um bom cavalheiro nos dá, é bom quando percebemos que também proporcionamos este prazer ao outro. Por isso devemos nos preocupar em estar sempre melhorando a nossa dança.
Foi pensando nisso que MULHERES NO SALÃO foi idealizado.
Os temas propostos foram cuidadosamente elaborados e os professores criteriosamente escolhidos para que o objetivo de fornecer informações importantes para a melhoria da dança fosse alcançado.
Já que estamos nos aperfeiçoando para dançar a dois, achei relevante ouvir a opinião dos homens sobre as mulheres no salão e percebi que além do lado técnico, existem algumas dicas que são especiais e que vão além dos passos.
Preparando-se para ir ao baile...
A roupa...
A moda, às vezes, não anda por caminhos muito favoráveis à dança, por isso, pense bem ao escolher sua roupa para dançar.
Os cavalheiros se incomodam com tecidos escorregadios demais, ásperos (tipo blusas de paetês) ou felpudos demais, pois eles não conseguem conduzir a dama de forma correta e ainda de quebra saem do baile todo cheio de brilhos e pêlos.
As alcinhas - elas são um problema quando não se sustentam nos ombros e ficam caindo a todo instante. Além de ficar deselegante e atrapalhar a dança, deixa o cavalheiro constrangido. As alcinhas cruzadas nas costas evitam este problema.
Sabe aquele sapato que é lindo, mas fica saindo do pé a todo instante, pois é... se comprar um sapato novo e quiser sair para dançar com ele, ande um pouco em casa para saber se ele está firme e confortável. Assim você não vai estragar aquela dança especial...
O corpo...
Sua pele também é um item muito especial para os cavalheiros:
Muito perfumada – seu cavalheiro pode ser alérgico a perfumes fortes!
Controle a medida certa do seu perfume. As colônias dão um aroma mais suave ao seu corpo e você não passa o constrangimento de ter um cavalheiro espirrando a todo o momento.
Os cremes hidratantes, usados em excesso, tornam-se um problema se você transpirar demais, eles saem pelos poros transformando você em um verdadeiro sabonete, aí... coitado do cavalheiro!!! Como abraçá-la? Use os cremes com moderação.
Os cabelos – as tinturas feitas no dia do baile com certeza ficam com um cheiro muito forte. Programe-se, tente pintá-los um dia antes.
Se você transpira muito, evite roupas com costas nuas pois sua pele fica escorregadia e isso é desagradável para o cavalheiro, além de atrapalhar a condução.
Os desodorantes cremosos também são terríveis!!!!!!! O contato das axilas no braço do cavalheiro quando estamos com blusas sem manga, deixa-o todo lambuzado...ECA!!!! Eles detestam isso!!!!!!
Tenha sempre em sua bolsa um lenço umedecido (desses de farmácia) ou uma pequena toalha. É um ótimo recurso para momentos de muito suor.
Um bom hálito é fundamental.Tenha sempre chicletes ou balas sem açúcar, se preferir.
O momento da dança...
Quando for a um baile, prepare-se para estar com outras pessoas – leve o seu bom humor – não deixe os aborrecimentos acompanhá-la.
Nenhum cavalheiro vai ter coragem aproximar-se de você se houver uma nuvenzinha negra sobre sua cabeça.
As damas simpáticas, que dançam com alegria, sempre são convidadas a dançar várias vezes.
Ah!,... os cavalheiros também são tímidos e não gostam de levar um não, portanto se quer dançar se mostre: ficar fumando, conversando de forma tão compenetrada no assunto ou ficar escondida... são indícios que você não está a fim de dançar.
Você não está obrigada a dançar sempre que te convidarem, mas recuse com delicadeza e se possível retribua o convite assim que puder.
E para finalizar, um sorriso e um bom abraço faz de você uma dama muito especial, portanto, tente não ficar tensa. Se entregue aos braços do seu cavalheiro e curta o momento, assim sua dança fluirá de forma mais agradável para os dois.
Adriana Aguiar.
Quarta-feira, 12 de Março de 2008
Dia internacional da mulher - Mullheres no salão
Às vésperas do dia internacional da mulher ponho-me a analisar a posição que a mulher contemporânea ocupa no universo da dança de salão.
Mulheres no salão
Dama, dançarina, partiner, professora, aluna ─ MULHER ─ Com seus desejos, sua timidez, seus objetivos profissionais, seus medos, seus segredos...Sentimentos vários.Todas vivendo o mesmo conflito de qualquer mulher contemporânea!
O que queremos conquistar? O que já conquistamos? O que perdemos com a nossa conquista? Quantas perguntas...
Às vezes me parece que estamos meio perdidas – ou perdidos – porque os homens também estão tentando se adaptar a esta NOVA MULHER! É assim lá fora e é assim no salão!
Como é difícil ser cada uma na hora certa. Ser dama quando ele quer ser cavalheiro: deixar-se conduzir...Entregar-se...E de repente, quando nos condicionamos a sermos “levadas”, percebemos que eles estão exigindo mais de nós! Então não basta deixar-se levar. Temos que conhecer o caminho e nesse caminho, mostrar nossas habilidades de dançarina: com nossos enfeites, floreios, adornos, seja o nome que quiserem chamar!
Sim, esse é o novo modelo da mulher do salão moderna!
O que conquistamos?!! A nossa identidade! O direito de mostrar o que sabemos e não somente acompanhar o cavalheiro. Os homens não mais querem ser responsáveis por tudo, querem também dividir a dança com a mulher. É uma parceria - UMA TROCA. Ele assume o comando, diz qual o caminho, nós o acompanhamos e o surpreendemos com algum adorno. De vez em quando induzimos algo, sem perder a idéia de que o comando é dele!
Isso é bom! É o jogo ─ um espera algo do outro. A dança fica interessante!
Hoje nosso espaço é diferente. Convidamos o cavalheiro para dançar, dançamos de cavalheiro com outra mulher, podemos pagar um “personal dancing”, estar à frente de uma turma, administrar uma academia.
É claro que ainda precisamos romper com preconceitos, provar nossa competência profissional, nosso valor como partiner...Precisamos ainda lembrar que temos NOME!
Mas com tudo isso, no fundo, queremos nos sentir MULHER!
Colocar uma roupa escolhida com cuidado, sapato especial, o cabelo, a maquiagem, o perfume...Tudo preparado para o momento do salão...E aí termos a certeza, de que, ao sentarmos à mesa, em algum momento, um cavalheiro virá em nossa direção e gentilmente nos convidará para dançar.
Adriana Aguiar
Terça-feira, 11 de Março de 2008
Mulheres no Salão 2008

02 horas de prática (com direito a convidar cavalheiros para a prática)
Valor: R$120,00
Local: Ponto de Encontro - Rua Gonçalves Dias, nº16, 3ºandar - Centro - Rio de Janeiro
* Almoço no local (não incluído) *
Aulas e professores:
Direção: Adriana Aguiar e Sheila Aquino
Coordenação: Mauro Lima
Reservas: 9708-5686 / 8123-0727
























