sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Um ano e contando...

A abstinência passou: pude retomar as aulas e voltar ao meu baile preferido - e algo diferente aconteceu. Desta vez, não senti tédio em nenhum momento. Pelo contrário, cheguei a cansar às vezes. É a idade. Ha ha.

Provavelmente porque as danças que mais gosto são as mais selvagens (haha), quicadas e acrobáticas (embora eu ainda não tenha chegado nesse estágio, e nem acho apropriado para um baile cheio). Mas isso se deve muito às aulas, combinadas com bailes e combinadas com workshops, como o que dá nome a este blog: é claro que ainda troco os pés, perco o ritmo e disperso às vezes, mas no geral, já posso me considerar uma dama legal, que se esborracha de rir quando erra, mas que (e acho que isso é fundamental) entra na onda do cavalheiro (e, aliás, excelentes cavalheiros com quem dancei - todos sabem respeitar o limite de uma péssima dançarina de samba, e ao invés de fazer mil facões e lances pra tu passar vergonha na pista sem saber acompanhar, a onda deles é fazer a dama dançar o que ela sabe melhor, ainda que seja o básico). Mas isso (e o fato de eu conhecer metade do baile e não ter mais vergonha de chamar os colegas de turma pra dançar) contribuiu bastante pra eu não parar sentada - ou, ao menos, só descansar quando eu queria.

Se eu sou uma dançarina excelente? Mas é claaaaaaro que não! Só que, depois de um ano (apesar de dançar lindy hop desde julho do ano passado, só fui começar a aprender os outros ritmos lá pra outubro) nessa vida, pela primeira vez a taxa de aproveitamento do baile chegou aonde eu queria.

E você? Demorou quanto tempo pra perder o medo e dançar o baile todo (ou COM o baile todo, haha)?

Conta aí.